TDAH e comportamento agressivo podem não exigir medicamentos
Publicado domingo, 24 de outubro de 2010, categorizado em: Diversos.
Principais tags: Comportamento, Educação, Saúde, TDAH.
Pesquisa relatou os benefícios de insistir no acerto da dose e em terapia para os portadores do transtorno do déficit de atenção (New York Times | 26/09/2010 09h35)
Cada vez mais crianças diagnosticadas com TDAH – transtorno do déficit de atenção com hiperatividade – que demonstram atitudes agressivas estão sendo tratadas com drogas anti-psicóticas e medicamentos estimulantes para ajudar no controle das explosões de raiva. Entretanto, um novo estudo realizado por pesquisadores da Stony Brook University School of Medicine de Nova York sugere que, com alguns ajustes cautelosos, o uso de medicação estimulante pode reduzir de forma significativa ou mesmo eliminar o comportamento agressivo em pelo menos metade dessas crianças.
“Há uma forte pressão nos Estados Unidos para que os pediatras cuidem de tais dificuldades comportamentais nessas crianças por causa da carência de profissionais da psiquiatria infantil”, observou Joseph C. Blader, principal autor do estudo e professor assistente de psiquiatria da Stony Brook. “Espero que nosso estudo incentive mais clínicos gerais a ultrapassem a barreira do tratamento do TDAH com estimulantes de primeira linha antes de partir para o próximo passo”.
Blader afirmou que os resultados foram uma descoberta inesperada ocorrida durante a fase inicial de um estudo para analisar se seria ou não benéfico administrar um determinado anti-psicótico em crianças agressivas com TDAH, cujo comportamento explosivo não podia ser controlado apenas por medicação estimulante.
Os pesquisadores acompanharam 65 crianças de 6 a 13 anos de idade para determinar o mais eficaz e melhor tolerado tratamento com estimulantes para cada uma delas. Todas as crianças sofriam de TDAH, além de transtorno negativista desafiante ou transtorno de conduta, com comportamento agressivo significante. As crianças começaram o tratamento recebendo uma dose baixa de metilfenidato trifásico, a forma de Ritalina de ação mais prolongada.
Durante avaliações mensais, os pesquisadores ajustaram a dose até que os sintomas da criança fossem bem controlados e que ela conseguisse suportar quaisquer efeitos colaterais (especialmente insônia e perda de apetite). Se o metilfenidato trifásico não era a escolha correta, passava-se a administrar ou o metilfenidato bifásico ou o psico-estimulante constituído de mistura de sais de anfetamina.
As crianças e os pais também passaram por sessões semanais de terapia comportamental, durante as quais os pais foram estimulados a “enfatizar todas as vezes em que seus filhos conseguissem demonstrar auto-controle e lidar melhor com suas frustrações”, disse Blader. “O objetivo era ajudar os pais a desenvolver recompensas e incentivos, ao mesmo tempo estabelecendo limites em relação a alguns dos comportamentos problemáticos”.
No final da fase inicial, que durou em média cinco semanas, 32 crianças demonstraram reduções significantes no comportamento agressivo.
Fonte: http://delas.ig.com.br
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