Projeto devolve às crianças o direito de brincar
Publicado sexta-feira, 7 de novembro de 2008, categorizado em: Diversos.
Principais tags: Brincadeira, Brincar, Brinquedo, Mídia.
Fantástico, 10/08/08
Ser criança na periferia de Brasília não é brincadeira. Situação que repete nas grandes cidades brasileiras. Mas agora, a meninada de lá ganhou um cantinho muito especial.
Quando se é criança, brincar é a razão da vida. Mas, na periferia de Brasília, ou a criança disputa espaço com os carros, ou fica confinada na prisão de um pátio gradeado. “Se você olha ao redor, não tem uma praça, nem um parquinho. Não tem um espaço garantido para a criança poder brincar”, critica Maria Alves Rolim, voluntária da Pastoral da Criança.
A privação das brincadeiras acaba comprometendo o desenvolvimento geral da meninada. A Pastoral da Criança, que trabalha justamente no combate à desnutrição infantil, sabe disso e resolveu fazer da principal atividade um grande pretexto para brincar.
Todo mundo já conhece como funciona a pesagem da Pastoral da Criança. Sempre tem um pouquinho choro, quando a criança fica pendurada na balança. Só que, agora, o pessoal reclama cada vez menos. Pergunte ao pequeno Eduardo o que tem para fazer: “Brincar!”, responde ele.
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O Projeto Brinquedos e Brincadeiras fez uma revolução usando sucata e quinquilharias sem gastar quase nada. “A importância do projeto é muito grande, porque estimula as crianças a virem à pastoral. Elas começam a cobrar das mães para virem à pastoral porque sabem das brincadeiras que vão encontrar”, destaca Elisângela da Silva, voluntária da Pastoral da Criança. “As mães, quando chegam em casa, passaram a brincar com os filhos. Antes, elas não brincavam”, acrescenta Maria do Socorro Nunes, voluntária da pastoral.
O resultado da balança confirma: não há melhor remédio para o apetite. “Brincar é bom demais. A criança brinca por necessidade, mas brinca também porque gosta. É muito bom brincar. Todos nós gostamos de brincar, e de ver as crianças brincar. E brincar com as crianças é muito legal”, conclui Maria Alves.
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