O passatempo promove a interação e a troca de experiências entre as pessoas

Publicado quarta-feira, 23 de junho de 2010, categorizado em: Diversos.
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Publicado em 8/6/2010

Alguém já ouviu falar que álbum de figurinha é assunto de criança? Ou melhor, era! Pois o público que anda por aí trocando figurinhas do álbum da Copa do Mundo da África do Sul é de todas as idades. 

A atividade, que virou febre nacional, permite conhecer melhor os jogadores, as seleções, os estádios, e claro, interagir com um número muito maior de pessoas, porque a graça toda está em trocar as figurinhas e depois exibir o álbum completo.

A psicóloga esportiva, Carla di Pierro, explica que o hobby “é totalmente favorável, principalmente na sociedade atual em que prevalece o individualismo. Qualquer situação que promova a interação e a troca de experiências entre as pessoas é sempre muito bem-vinda. É uma atividade que fortalece os relacionamentos que já existem e criam novas redes para quem tem poucas relações”, explica a especialista.

futebol Quem é apaixonado por futebol usa o álbum para descobrir tudo sobre a Copa. A estudante Sabrina Cúnico, de 24 anos, sempre gostou de coleção e não poderia perder a deste ano. “Eu gosto muito de futebol, então, pra mim, é uma forma de conhecer mais os principais jogadores que atuam no momento”, conta ela. 

As relações humanas também saem ganhando com o escambo. “Trocar figurinha é um ótimo exercício, porque o que mais falta hoje em dia entre as pessoas é relacionamento e conversa, mesmo que seja por um curto momento, mas a troca traz isso de volta”, diz o assistente de marketing André Ventorin, de 21 anos. 

André conta que pegou gosto pelo álbum com o pai, Domingos José, desde a infância. Para o funcionário público, de 53 anos, a diversão é garantida para as duas partes. “É uma maneira de crianças desvendarem um mundo desconhecido, divertido. E dos adultos retrocederem a esta etapa tão significativa da infância. Enfim, de todos se divertirem, aprendendo”, explica Domingos.

Alberto Octaviano Junior também sente a maior alegria de entrar em casa e receber a ajuda da filha pequena para colar as figurinhas. A esposa colabora comprando os pacotes. 

O tecnólogo da cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo, está adorando reviver os tempos de infância. “Uns dizem que é passatempo só para os filhos, outros tem vergonha de falar que é para si próprio, mas, mesmo assim, passam por barreiras sociais para se incluírem nessa onda. Para mim, é prazeroso. Estou colecionando, independente do que falem. Acredito que o mundo deveria ter mais motivos como esses para as pessoas ser reunirem em torno de algo bom”, revela.

Fonte: MinhaVida.com.br

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