Negociação garante mais equilíbrio na hora do lanche

Publicado sexta-feira, 5 de setembro de 2008, categorizado em: Textos.
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Evitar que o filho de 6 anos coma a merenda escolar e o lanche que leva de casa é a meta da vendedora Valdirene Lima de Oliveira. Preocupada com a saúde de Lucas, ela passou a controlar à risca a alimentação dele. “O próprio pediatra pediu para eu frear um pouco e substituir alguns alimentos por outros mais saudáveis”, disse.

A tarefa não é fácil, mas, com um pouco de conversa, mãe e filho estão conseguindo uma alimentação balanceada.

Papel da família é chave na educação alimentar

As frutas, os lanches naturais e os sucos passam longe dos pedidos dos alunos na hora do intervalo. Pelo vidro das cantinas, são os salgadinhos industrializados, os refrigerantes, as frituras, os chocolates, os doces e as balas que chamam mesmo a atenção da maioria dos olhinhos. Essas últimas opções são as maiores vilãs na luta contra a obesidade. “Nós tentamos intensificar o trabalho nas cantinas escolares, mas infelizmente esses itens são os mais vendidos”, disse a nutricionista Maria Camila Buarraj Gomes. Contudo, ela não acredita que as cantinas sejam as únicas responsáveis por esse problema. “Se a criança tem um hábito alimentar legal dentro de casa, não será um lanchinho ou a merenda que vão pesar nos quilos a mais. Agora, se a criança tem um histórico alimentar ruim dentro de casa, dificilmente irá conseguir fugir dessas tentações”, ressaltou.

A nutricionista disse que crianças com pais acima do peso têm 80% de chances de serem crianças obesas e 40% de chances se apenas o pai ou a mãe forem. “Não adianta só culpar a cantina e a merenda escolar. Os fatores ambientais também influenciam”, disse.

A coordenadora da área técnica da saúde da criança e adolescente da Secretaria Municipal de Saúde, Maria Fernanda Costa Haddad, concorda com a nutricionista e reforça a importância do trabalho de educação alimentar dentro de casa. “O problema também é da família. A criança come o que tem em casa e come o que pai dá para ela levar na escola. Se não houver cuidado dentro de casa, a criança não conseguirá ter hábitos saudáveis”, considerou.

Maria Fernanda afirmou que o número de obesos na infância só vem aumentando e já é parecido o dos países de primeiro mundo. Segundo ela, o principal motivo é a ausência de uma alimentação saudável e a diminuição da prática de exercícios. As pessoas comem mais do que gastam. “O último levantamento da secretaria apontou que 24% das crianças de 7 a 10 anos estão acima do peso.

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