Babás mentem para arrumar emprego
Publicado segunda-feira, 20 de outubro de 2008, categorizado em: Diversos.
Principais tags: Babá, Criança, Emprego, Saúde, Segurança.
AGÊNCIA ANHANGÜERA - 19/3/2008
Uma em cada três profissionais passa informações inverídicas sobre referências pessoais, segundo pesquisa da Rede Kanguruh
Uma em cada três babás de Campinas mente sobre suas referências pessoais durante entrevistas de emprego. A estimativa foi feita ontem pela diretora nacional da Rede Kanguruh, especializada em contratação dessas profissionais, Roberta Rizzo, com base em uma pesquisa nacional realizada pela própria empresa em 14 estados brasileiros e no Distrito Federal. Ainda de acordo com o levantamento, 15% delas possuem antecedentes criminais. Ao todo foram analisados 6 mil currículos durante quatro anos e o maior número de informações falsas foi detectado em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
A agressão foi um dos principais motivos que as fizeram terem problemas com a Justiça. “Os dados são nacionais e as diferenças entre um Estado e outro são pequenas. Acredito que, se analisarmos a cidade de Campinas, os resultados serão bem próximos aos apresentados na pesquisa”, disse Roberta. O levantamento é conseqüência da informatização dos dados cadastrais das candidatas que procuraram a Kanguruh. “A quantidade de fichas invalidadas por informações falsas ou antecedentes criminais era grande”, atestou a diretora nacional da rede que deve abrir uma filial em Campinas no início do próximo semestre.
Entre os dados errôneos passados à empresa, as supostas babás forneceram telefones e endereços de parentes como se fossem de antigos patrões, inventaram empregos e passaram dados não verídicos. Para Roberta, há dois motivos principais que levam essas mulheres a agirem dessa maneira. “Elas acreditam que as informações passadas não serão checadas, o que é um erro. Outra razão é acreditar que é uma profissão que dá dinheiro”, disse a diretora da Kanguruh.
Há um ano à frente da Ativa Talentos Humanos, Bruna Blota Alves afirma que alguns casais ainda ficam inseguros na hora de contratar uma profissional que passará a maior parte do tempo cuidando de seus filhos. “O principal receio é em relação à agressão”, disse Bruna. Mesmo enfrentando alguns percalços, o mercado de contratação de babás demonstra ser bem criterioso. “É realizado um levantamento da vida da candidata e até das pessoas com quem ela se relaciona; antigos patrões são procurados, ficha criminal é solicitada e até um questionário com informações sobre saúde é pedido”, afirmou Bruna, que tem na sua carteira de profissionais 150 babás cadastradas.
O engenheiro Luiz Gustavo Fuzetti ficou com os “dois pés atrás” quando precisou encontrar uma pessoa para cuidar do seu filho, que na época tinha 8 meses de idade. “A preocupação sempre existiu. Como poderia confiar em uma pessoa que não conhecia para cuidar do meu filho?”, questionou Fuzetti. As inseguranças foram várias. “Pensava se o tratamento dispensado ao meu filho seria o mesmo de quando eu ou minha mulher não estivéssemos por perto”, afirmou o engenheiro, que já passou pela experiência de ter que abrir mão de uma babá por ela não corresponder às expectativas da família.
Depois de entrevistar cinco candidatas, o engenheiro encontrou uma mulher que há cinco meses ajuda a cuidar do filho. “Ela é uma profissional que tem experiência e paciência. O que chamou a atenção é que ela cuidou de uma criança portadora de deficiência até ela completar 17 anos. Não preciso dizer mais nada…”, afirmou Fuzetti.
Mesmo depois de se cercar de todos os cuidados, a melhor maneira de se resguardar de problemas é manter-se sempre alerta. “A própria criança também dá o recado de que não está sendo bem tratada. Os pais têm que reavaliar constantemente a babá e sua postura em relação à criança”, disse Roberta.
“Pesquisa serve de alerta aos pais na hora de contratar uma babá.” – ROBERTA RIZZO
Proprietária da Kanguruh
Mentiras contadas pelas babás:
- Não assinaram a carteira profissional
- Perdeu a carteira profissional durante um assalto, enchente ou mudança
- A família viajou para outro Estado ou país
- O ex-empregador morreu
- Os telefones fornecidos são de amigos ou parentes que se passam por ex-empregadores
Dicas para a contratação:
- Verificar as referências, incluindo telefones e endereços fornecidos.
- Desconfie de celulares fornecidos. As ligações podem ser atendidas por amigos ou parentes da futura babá
- Procure saber o endereço do ex-empregador e se possível entre em contato para pedir informações
- Faça uma verificação dos antecedentes criminais. Neste caso, é recomendável a consulta do cadastro nacional
Fonte: Kanguruh
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